quarta-feira, 27 de julho de 2011

Além da crise

O artigo de Juan Pastor Bustamante, coordenador do departamento de criatividade e inovação em gestão empresarial da Escola de Organização Industrial (EOI), publicado no dia 10 deste mês no jornal El País na coluna Tribuna – Laboratório de Ideias, alerta a Espanha do potencial criativo interno como um novo modelo de desenvolvimento mais competitivo para seu país.

Em um cenário de crise a Economia Criativa é o setor que mais cresce em âmbito mundial, 14% ao ano no período de 2002 a 2008. Juan comenta que não existe um debate sobre a economia criativa espanhola, tampouco nos meios de comunicação. Países como Estados Unidos, China, Reino Unido, Alemanha mais Austrália, estudam o tema há mais de uma década juntamente com as Nações Unidas e Comunidade Europeia. Na economia britânica o setor empregou dois milhões de pessoas e contribuiu com 7,3% do PIB em 2008, enquanto que na Espanha somente as indústrias criativas representam 5% do PIB em 2010 e empregos para 800 mil trabalhadores.

O espanhol expõe sete linhas de ação para desenvolvimento do setor criativo do país: maior formação empresarial específica, inserção do empreendedorismo criativo nas universidades, produtos financeiros – capital de risco público e privado, programas ambiciosos para exportação e internacionalização das empresas, estratégias para cidades criativas, políticas e programas orientados a economia criativa e sinergias intersetoriais e finaliza: “No perdamos más tiempo y pongámonos a generar valor creativo”.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Outdoor invisível

Criativos em ação. Os publicitários da BBDO Alemanha criaram um outdoor invisível para divulgar o Smart fortwo elétrico de baixo impacto ambiental. A imagem do carro pintado em uma cerca só é vista de um determinado ângulo. Uma placa ao lado da imagem complementa a ação “Quase imperceptível ao meio ambiente". Publicado no Directdaily e Blue Bus.


quarta-feira, 13 de julho de 2011

São Paulo Criativa

São Paulo posiciona-se como cidade criativa e através da SPTuris, empresa municipal de promoção turística e eventos, lança campanha publicitária com filmes, spots de rádio anúncios para revistas, jornais e internet.

Diversificado mercado cultural, celeiro de talentos e vocação cosmopolita, São Paulo adota a Economia Criativa para desenvolver políticas urbanas e sociais com a proposta de geração de renda, empregos, conhecimento e novos negócios.

Aprovamos o novo posicionamento e estamos na torcida para que a inclusão social, a distribuição de renda e o desenvolvimento humano sejam cada vez mais valorizados na São Paulo Criativa.


terça-feira, 5 de julho de 2011

O Professor-Empreendedor na Cidade Criativa

O programa Cidades e Soluções do Canal Globo News exibiu este ano “Os modelos de revitalização urbana mais bem sucedidos do mundo”. A reportagem enaltece os exemplos de cidades criativas como Belém, Berlim, Medellín, Nova York e Caracas que combateram com ideias sustentáveis problemas político, econômico, social, ambiental e cultural.

O destaque do programa foi o caso de Berlim, que teve um grande êxito na reunificação da Alemanha com a queda do muro, porém ficou de frente de um grande problema social: recolocar no mercado cinco mil profissionais altamente qualificados da Berlim comunista. A Berlim oriental tinha extensas áreas desocupadas e foram derrubados, não só o muro, como 220 de 300 prédios, abertura de 35 km de rua e reorganização do sistema de abastecimento e de energia para a criação de um parque tecnológico e uma incubadora de empresas inovadoras e institutos de pesquisa em uma área degradada da Berlim comunista, o bairro de Adlershof, transformando-se em um complexo projeto urbano e uma plataforma integrada de economia e ciências.

Os primeiros catorzes anos foram investidos 1,5 bilhão de euros ( 80% dinheiro público e 20% dinheiro privado) para a implantação do projeto e atualmente conta com 800 pequenas e médias empresas das áreas de ciências, mídia e tecnologia sendo 420 do parque tecnológico (metade de alta tecnologia). Um dos maiores desafios era convencer professores universitários da Academia de Ciência a tornarem-se o oposto – empreendedores - algo inimaginável na Berlim comunista.  A taxa de crescimento da Incubadora é de 15%, superior a média alemã de 12% e com taxa de falência de menos de 1%. Entre 2006-2010, 2/3 dos 400 milhões de euros investidos saíram da iniciativa privada.

O programa também exibiu o caso do mercado Ver-o-Peso de Belém que manteve toda sua estrutura social com agrupamento de cada especialidade e organização das barracas, o famoso caso Medellín com sua extensa rede de teleférico, bibliotecas e parques em bairros com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), Caracas que seguiu esse modelo para o transporte e Nova York que transformou uma linha desativada de trem em parque.

Acesse o vídeo pelo link http://migre.me/5bBnZ e veja como foi possível converter professores em empreendedores e políticos e especialistas em criativos.