Cabeçalho

terça-feira, 28 de junho de 2011

A Palha Empreendedora



Durante uma caminhada na Maifest – festa alemã realizada no bairro do Brooklin, aqui em São Paulo, tive o prazer de conhecer a Santa Palha, um exemplo de empreendedorismo individual que está se tornando um caso de marketing empreendedor na economia criativa brasileira e internacional.

Fundada em 2010 pela empreendedora Daniela Zemetek, a Santa Palha é uma empresa posicionada como Eco Acessórios que pratica o extrativismo sustentável. Ela “importa” de comunidades artesãs, matéria prima e produtos do nordeste (palha e seda do buriti extraída da Palmeira) e do cerrado do estado do Tocantins (capim dourado) e revende como semi joia, decoração para residência e acessórios: bolsas, anéis, brincos, colares, prendedor de cabelos, pulseiras e tiaras. Os produtos são comercializados em feiras de artesanato e através de comércio eletrônico.

Daniela está classificada como Empreendedor(a) Individual (EI), pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno(a) empresário(a) com faturamento de até R$ 36 mil/ano e está enquadrada no Simples Nacional ficando isenta dos tributos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL) pagando apenas o valor fixo mensal de R$ 28,25 (comércio ou indústria) ou R$ 33,25 (prestação de serviços), que é destinado à Previdência Social e ao ICMS ou ao ISS.

O diferencial de mercado da Santa Palha ultrapassa nossas fronteiras. A empresa recebeu pedidos do exterior, sendo as primeiras exportações destinadas ao mercado europeu e caminha para migrar o enquadramento como empreendedora individual para micro ou pequena empresa.

É bem possível que estamos assistindo um caso de sucesso de internacionalização de uma StartUp brasileira que teve início através do sonho empreendedor individual.

Vale a pena conferir o portfólio de produtos da Santa Palha: http://www.santapalha.com.br/ e aos interessados pelo empreendedorismo individual, acessem o Portal do Empreendedor: http://www.portaldoempreendedor.gov.br/

Santa Palha: lucratividade, empreendedorismo, sustentabilidade e inclusão social. Quer mais?

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Abrigo de Ônibus e Calçada da Fama

É bem possível que o projeto de lei municipal na cidade de São Paulo que permite concessão de relógios de rua e abrigos de ônibus seja aprovado neste mês. A previsão da prefeitura é arrecadar R$ 2,2 bilhões nos próximos 10 anos e passar de 320 para 850 relógios de rua enquanto que 1,8 mil abrigos de ônibus poderão ter placas publicitárias.

Seria muito bem-vindo utilizar parte desse dinheiro arrecadado em reforma, nivelamento, construção, sinalização, padronização de calçadas por toda cidade de São Paulo, como referência, o padrão de qualidade do calçadão da Avenida Paulista onde é um dos poucos lugares da capital que se pode realmente caminhar.

A proposta é oferecer, com o mínimo de dignidade, a pedestres brasileiros, estrangeiros, negros, brancos, índios, paulistas, nordestinos, trabalhadores, operários, executivos, empresários, moradores, cidadãos, estudantes das Zonas Leste, Norte, Oeste, Leste, Centro e Sul, o mesmo espaço de forma igualitária e humana.

O projeto poderia ser batizado de "A Calçada da Fama", "A Calçada da Democracia", ou quem sabe, "Pés no Chão".

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Cluster Criativo nas Comunidades: utopia ou realidade?

Quando pensamos em cluster, conceito difundido por Michael Porter, como concentração geográfica de empresas, fornecedores, instituições e universidades interconectadas em uma região, também conhecido no Brasil como APL – Arranjo Produtivo Local, o país tem uma grande oportunidade de implantar em escala nacional os Clusters Criativos, que buscam o desenvolvimento econômico, social, cultural e humano por meio da inovação, tecnologia e valorização do capital intelectual.

Neste conceito, um modelo que poderia ser implantado nas comunidades, seria um ambiente dividido em duas esferas: a Praça da Criatividade e as Indústrias Criativas. O núcleo do modelo seria baseado nas Indústrias Criativas, sendo o cerne para o desenvolvimento e produção de produtos e serviços inovadores e sustentáveis escoando toda sua produção em um espaço central, tradicional e de conexão social da comunidade (Praça da Criatividade) e mercado externo. A indústria das artes: música, dança, teatro, cinema, fotografia, coreografia, literatura, escultura, moda, artesanato, design, pintura, mais gastronomia e esportes, colaborariam fortemente por essa vocação intrínseca nas comunidades. A Praça da Criatividade teria um calendário anual para movimentar a produção da economia criativa local amparada por órgãos públicos e empresas privadas dos setores da segurança, infraestrutura, financeiro, educação, saúde, habitação, entre outros.

A praça, a indústria e o talento humano na comunidade, pode ser a receita para a sonhada transformação social.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A Economia da Bola

A Finance Futebol, empresa especializada em finanças e economia, divulgou no último dia 7 e foi retuitado por nós em @LuisClaudioSP que o mercado brasileiro superou R$ 2,18 bilhões em receitas em 2010, crescimento de 13,4% em relação a 2009 e acreditem, 171% nos últimos 8 anos. Essa receita foi gerada por todos os clubes de futebol do Brasil, segundo estudo da BDO RCS Auditores Independentes. Das receitas geradas, a participação das fontes foram 28% para cotas de TV, patrocínio e publicidade 17%, transferências de atletas 15%, social e amador 14%, bilheteria 12% e outras 14%.


Em 14 de abril do ano passado foi publicado neste blog, um artigo com informações do estudo “O fator econômico da Bundesliga”, a liga alemã de futebol, realizado pela consultoria McKinsey. Entre os dados mais relevantes chamou a atenção o fato do campeonato alemão ter gerado mais de 5 bilhões de euros (1,5 bilhão pago ao governo em impostos) para a economia do país, 110 mil pessoas empregadas e média de público de 42 mil pessoas por partida.

Em uma simples análise comparativa dos números entre a liga brasileira e a alemã, o Brasil além de ter mais bola que os alemães – desculpe meu amigo Stahl - tem um mercado potencial interno enorme e lucrativo, porém carece de profissionalização na gestão de seus clubes, desenvolvimento sustentável e melhor distribuição de renda entre seus atletas profissionais e amadores. Segundo a imprensa esportiva brasileira, existem jogadores, técnicos e profissionais em atividade no país com salários mensais de 10, 50, 100 mil reais, alguns na casa dos R$ 500 mil -1 milhão.

Minha sugestão é que os clubes façam a seguinte conta: substitua um salário na faixa de R$ 100 mil reais por 100 salários de R$ 1.000 para cada atleta adolescente/jovem nas categorias de base não somente no time de futebol, mas também nas equipes de atletismo, basquete, vôlei, natação e outras modalidades esportivas amadoras. Com certeza o Clube contribuirá significativamente com 100 famílias de comunidades e bairros das periferias que são celeiros dos grandes craques brasileiros e com a possibilidade de viverem com o mínimo de dignidade. Atualmente o clube que se aproxima mais desse cenário é o Santos FC que colhe uma boa safra de frutos e taças com pratas da casa.

Marketing e empreendedorismo social na economia do futebol podem contribuir de forma impactante sendo um dos agentes transformadores do país para inclusão social e desenvolvimento humano dos cidadãos brasileiros.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Um novo layout


Caros amigos.
Mudamos o visual de nosso blog para melhorar esse canal de comunicação e intercâmbio com os interessados pelo marketing, empreendedorismo, economia criativa, comunicação empresarial e publicitária,  sustentabilidade, eventos, assuntos relevantes e afins.
Neste espaço esperamos contribuir semanalmente com a postagem de textos críticos, analíticos, informativos e provocativos adquiridos em nossa caminhada profissional e acadêmica com mix mercadológico compartilhado pelos nossos colegas do mercado, professores, pesquisadores e estudantes.
O blog está aberto a comentários, sugestões e críticas.
Um grande abraço
Luís Cláudio SP.