sexta-feira, 17 de junho de 2011

Cluster Criativo nas Comunidades: utopia ou realidade?

Quando pensamos em cluster, conceito difundido por Michael Porter, como concentração geográfica de empresas, fornecedores, instituições e universidades interconectadas em uma região, também conhecido no Brasil como APL – Arranjo Produtivo Local, o país tem uma grande oportunidade de implantar em escala nacional os Clusters Criativos, que buscam o desenvolvimento econômico, social, cultural e humano por meio da inovação, tecnologia e valorização do capital intelectual.

Neste conceito, um modelo que poderia ser implantado nas comunidades, seria um ambiente dividido em duas esferas: a Praça da Criatividade e as Indústrias Criativas. O núcleo do modelo seria baseado nas Indústrias Criativas, sendo o cerne para o desenvolvimento e produção de produtos e serviços inovadores e sustentáveis escoando toda sua produção em um espaço central, tradicional e de conexão social da comunidade (Praça da Criatividade) e mercado externo. A indústria das artes: música, dança, teatro, cinema, fotografia, coreografia, literatura, escultura, moda, artesanato, design, pintura, mais gastronomia e esportes, colaborariam fortemente por essa vocação intrínseca nas comunidades. A Praça da Criatividade teria um calendário anual para movimentar a produção da economia criativa local amparada por órgãos públicos e empresas privadas dos setores da segurança, infraestrutura, financeiro, educação, saúde, habitação, entre outros.

A praça, a indústria e o talento humano na comunidade, pode ser a receita para a sonhada transformação social.

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