A Finance Futebol, empresa especializada em finanças e economia, divulgou no último dia 7 e foi retuitado por nós em @LuisClaudioSP que o mercado brasileiro superou R$ 2,18 bilhões em receitas em 2010, crescimento de 13,4% em relação a 2009 e acreditem, 171% nos últimos 8 anos. Essa receita foi gerada por todos os clubes de futebol do Brasil, segundo estudo da BDO RCS Auditores Independentes. Das receitas geradas, a participação das fontes foram 28% para cotas de TV, patrocínio e publicidade 17%, transferências de atletas 15%, social e amador 14%, bilheteria 12% e outras 14%.
Em 14 de abril do ano passado foi publicado neste blog, um artigo com informações do estudo “O fator econômico da Bundesliga”, a liga alemã de futebol, realizado pela consultoria McKinsey. Entre os dados mais relevantes chamou a atenção o fato do campeonato alemão ter gerado mais de 5 bilhões de euros (1,5 bilhão pago ao governo em impostos) para a economia do país, 110 mil pessoas empregadas e média de público de 42 mil pessoas por partida.
Em uma simples análise comparativa dos números entre a liga brasileira e a alemã, o Brasil além de ter mais bola que os alemães – desculpe meu amigo Stahl - tem um mercado potencial interno enorme e lucrativo, porém carece de profissionalização na gestão de seus clubes, desenvolvimento sustentável e melhor distribuição de renda entre seus atletas profissionais e amadores. Segundo a imprensa esportiva brasileira, existem jogadores, técnicos e profissionais em atividade no país com salários mensais de 10, 50, 100 mil reais, alguns na casa dos R$ 500 mil -1 milhão.
Minha sugestão é que os clubes façam a seguinte conta: substitua um salário na faixa de R$ 100 mil reais por 100 salários de R$ 1.000 para cada atleta adolescente/jovem nas categorias de base não somente no time de futebol, mas também nas equipes de atletismo, basquete, vôlei, natação e outras modalidades esportivas amadoras. Com certeza o Clube contribuirá significativamente com 100 famílias de comunidades e bairros das periferias que são celeiros dos grandes craques brasileiros e com a possibilidade de viverem com o mínimo de dignidade. Atualmente o clube que se aproxima mais desse cenário é o Santos FC que colhe uma boa safra de frutos e taças com pratas da casa.
Marketing e empreendedorismo social na economia do futebol podem contribuir de forma impactante sendo um dos agentes transformadores do país para inclusão social e desenvolvimento humano dos cidadãos brasileiros.
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